|
ENERGIA E VIDDA!
| ||
|
|
||
|
DISQUE TRANSPLANTE: 0800 883 2323
DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997 Acesse também o site do Ministério da Saúde no seguinte endereço: www.saude.gov.br/transplantes PRELIMINARES Este site simples foi construído por mim com o intuito de divulgar o meu transplante cardíaco, bem como tentar conscientizar as pessoas quanto à doação de órgãos e tecidos, além de fazê-las entender que, para se ter uma vida com qualidade, é necessário simplesmente cuidar do corpo e da mente, como um todo, com dieta balanceada versus atividade física associadas a uma boa dose de amor e humor, independente de ser ou não um transplantado. Meu segundo objetivo é tentar desmistificar a figura do transplantado no meio social em que vive, onde alguns, até os supostamente esclarecidos, ainda o trata como uma pessoa "anormal" ou não útil para o trabalho, achando que ele necessita de cuidados às vezes excessivos. Uma pessoa da minha família chegou até a dizer-me: "Um transplantado é feito de vidro, pode quebrar-se a qualquer momento". Isso dificulta um pouco a sua vida, se ele não souber administrá-la, principalmente se partindo da própria família, o que pode vir a gerar no futuro, conflitos de toda ordem emocional/psicológica: depressão, angústia, insegurança, fobias, medo de assumir seu "status" dentro da sociedade, enfim, todo tipo de desajustes, afastando-o do seu trabalho e/ou do convívio com as outras pessoas. A sociedade tem que ver o transplantado como um ser comum, apesar, das suas restrições, e não olhá-lo de lado como se fosse de outro planeta. Daí cabe ao próprio transplantado saber administrar isso, repito, com um certo cuidado, tentando abolir nas pessoas as expressões ditas no seu dia-a-dia, tais como: "Você pode fazer isso, fazer aquilo?"; "Você pode comer isso, comer aquilo?"; "Olha você não pode subir escadas, não pode, não pode, não pode..." e demais mitos ou preconceitos. Ufa! Aliás, o que é ser “normal”? Não é aquilo que a sociedade ou a mídia convenciona? Tudo na vida é relativo, alguém falou. A única coisa absoluta é Deus. Até a Ciência, onde tudo é provado em laboratório, mesmo assim ainda é questionável. Agora, é preciso usar o bom senso em todas as circunstâncias da nossa existência, fator preponderante para o bem viver de qualquer ser humano. Fortaleza, 27 de maio de 2002. MEUS DADOS PESSOAIS Meu nome é Rita Moura Freitas. Sou paraense de Santarém, capricorniana, tenho 51 anos, casada, com dois filhos maravilhosos e um neto, sou Servidora Pública Federal desde 1979 e curso a Faculdade de Direito na Universidade de Fortaleza-UNIFOR. No momento, estou trabalhando e tentando concluir os meus estudos. Gosto bastante das minhas atividades profissionais, amo de paixão, visto que desenvolvem o meu intelecto, por serem relacionadas à leitura e a escrita e ainda ligadas a área jurídica, assuntos de que tanto gosto. Admiro muito mais a qualidade das coisas e pessoas do que mesmo a quantidade. É na essência onde está o segredo. Admiro, também, a sutileza, a discrição, a inteligência, a perspicácia, as regras da boa educação, a agilidade e a paixão pela a vida. A simplicidade e a humildade são as maiores virtudes do ser humano. Os piores defeitos são a prepotência, a ignorância e a mediocridade. Detesto, também, pessoas volúveis, vazias e negativas. Atualizado em 09 de janeiro de 2005. MEU TRANSPLANTE CARDÍACO Nasci com "estenose subaórtica idiopática hipertrófica", diagnóstico dado quando eu tinha aproximadamente uns dezenove anos, através de cateterismo feito no Hospital de Messejana pelos médicos Doutores Abdias Rolim e Nogueira Paes. Sendo que, esse defeito congênito evoluiu para uma dilatação severa no ventrículo esquerdo, gerando a Insuficiência Cardíaca Congestiva-ICC, durante uns quatro para cinco anos. Foi quando começou o meu sofrimento. No começo, após a descoberta da doença, tomava apenas uma medicação e, na fase terminal, antes do transplante, eu já estava ingerindo um número de onze medicações, contando com ansiolítico ou antidepressivo, além da reposição de cálcio e potássio, substâncias perdidas através da urina, por causa dos diuréticos contra a doença. Meu estômago, meu fígado, minha pele e todo o meu ser, era tudo remédio. E desgosto! Cheguei quase a perder a minha perna esquerda, em decorrência de um trombo. Se eu tivesse chegado ao Hospital São Mateus, aqui em Fortaleza, meia hora depois, possivelmente isso teria acontecido, segundo informação de um competente profissional e grande como ser humano, que apareceu na emergência daquele hospital, mesmo sem estar de sobreaviso cuidou de mim como se eu fosse uma criança, chamado Doutor Jurandi Vieira Marques, Cirurgião Vascular. Vocês já imaginaram, eu, que amo dançar, tivesse perdido a minha perna? Hoje, resplandecente de energia, como eu agiria? Fiz cardioversão elétrica tentando reverter o quadro de arritmia, também com um excelente profissional, Doutor Marcus Antônio Gadelha Maia, que cuidou de mim durante quase um mês, no citado Hospital, com tamanha paciência e carinho, enquanto o meu cardiologista viajava. Outro ótimo profissional que apareceu na minha vida e tratou de mim por um certo tempo, foi o Doutor Francisco Cláudio Couto Falcão, excelente em hemodinâmica, o qual me encaminhou para o Doutor João David de Souza Neto, pelo o fato de já haver, à época, indicação para transplante cardíaco. Fortaleza, 13 de maio de 2002. RITINHA: A HISTÓRIA DE UM MILAGRE! Encontra-se também inserida no site da ADOTE: www.adote.org.br, no link “depoimentos”. Tudo começou com uma simples ausculta, quando aos 19 anos fui ao ginecologista e este detectou, na ocasião, um "sopro cardíaco". Recomendou à minha mãe levar-me ao Hospital de Messejana, aqui em Fortaleza/CE, para investigação do caso. No momento, foi ventilada a possibilidade de uma cirurgia, ficando só descartada após o meu primeiro cateterismo, no qual foi diagnosticada "estenose subaórtica hipertrófica idiopática". Para mim, aquilo tudo era uma bomba estourando ininterruptamente meus ouvidos, pois, até então, gozara de boa saúde em toda a minha infância e adolescência. Sempre fui uma pessoa muito ativa, praticava vôlei no colégio, educação física, dança e outras atividades próprias da idade. Daquela época até o surgimento da Miocardiopatia Dilatada Severa, ocasionando a Insuficiência Cardíaca Congestiva-ICC, passaram-se aproximadamente uns 23 anos, sem que eu apresentasse sintomas do defeito congênito. O problema aparecia apenas nos exames de rotina (eletrocardiograma, eco e outros). É tanto que noivei, casei, passei em 4(quatro) concursos públicos, tive dois filhos em partos normais, passei no vestibular para Direito, me divorciei, casei novamente, sempre com muita garra e dinamismo. Tomava diariamente 80 mg da medicação Propanolol. Nunca imaginara a tamanha gravidade dessa doença, quando apareceu há uns cinco anos, a primeira crise de edema pulmonar. Naquele dia foi angustiante, achava que ia morrer longe do meu filho mais velho e do meu marido. O meu filho mais novo, aflitíssimo, teve que chamar um vizinho no condomínio para levar-me ao hospital mais próximo, achando que não ia "dar tempo". Lembro-me que procurava desesperadamente por oxigênio, tossia e babava. Dessa crise em diante, comecei gradativamente a entrar em depressão, a ter medo de ficar sozinha, deixei de caminhar, fiquei em pânico... Até o transplante, tive de 18 a 20 crises dessas, cada qual pior que a outra. Acredito que o fator psicológico/emocional tenha contribuído bastante para desencadeá-las, chegando a virar um círculo vicioso na minha vida! O meu sofrimento ali começara. A minha vida baixou mais de 50% em qualidade. Perdi o gosto de viver. Mesmo assim, ainda conseguia trabalhar e a ter uma certa vida social. Trabalhava por amor à profissão e por terapia, pois lido com leitura e escrita no Serviço Público, mas não porque pudesse. Uma vez, quando estava sendo periciada pela Junta Médica de Pessoal da repartição, tive mais uma crise de edema, indo direto para a emergência do hospital mais próximo. Engraçado, edema em mim era tudo interno, externamente nunca tive edema, principalmente nas pernas ou nos tornozelos. Além dos episódios acima, também corri o risco de perder a minha perna esquerda por causa de um coágulo (fui operada às pressas), convivi um certo tempo com outro coágulo no coração, tive muitas dores, cansaço permanente, muita falta de ar, insônia. A depressão apoderou-se de mim profundamente, fiquei com uma sensação de impotência e inutilidade (eu, uma pessoa tão ativa e independente), faltou-me perspectiva na vida, não tinha mais ânimo para continuar... O ano de 2001 foi o pior e o melhor ano da minha existência. Os meses de abril a novembro representavam a fase pior do sofrimento, pois a ICC em grau já bem avançado, apresentava um quadro de descompensação contínua, onde as medicações, em número de 11, com antidepressivo ou ansiolítico e reposição de cálcio e potássio, não surtiam mais efeito. Vivia internada em UTI. No mês de agosto, foi terrível para mim, quando tive que aceitar a idéia de sentar-me, pela primeira vez, em uma cadeira de rodas para poder me deslocar para as atividades do dia-a-dia. Não tomava mais banho, fui obrigada a cortar os meus longos cabelos que iam até a cintura, não escovava mais os dentes, não conseguia me pôr de pé, prostrada em uma cama, sempre carregada nos braços do meu filho, fiquei no "fundo do poço..." Às vezes, faltava-me à fé em Deus, em outras, a fé retornava com força e esperança. No fundo, no fundo, eu via a "luz no fim do túnel" e acreditava que Papai Noel (virei uma criança) ia trazer um coração novo para mim, no Natal de 2001. O que aconteceu! No momento do meu transplante, eu estava internada na UTI Coronariana do Hospital São Raimundo (ex-Casa de Saúde e Maternidade São Raimundo), com a última crise de edema agudo de pulmão, fragilizada, física e mentalmente, mas com uma certa força espiritual. Minha cirurgia foi feita no já citado Hospital de Messejana, através do Sistema Único de Saúde-SUS, pelo médico Doutor Juan Alberto Cosquillo Mejia, tendo como Diretor da Comissão de Transplantes, o médico Doutor João David de Souza Neto. Hoje, após oito meses, não existe mais nenhum resquício da depressão anterior. Pelo contrário, como a minha qualidade de vida melhorou em 99,9%, a minha auto-estima subiu, estou sempre com vontade de estar bonita, arrumada e cheirosa. Caminho diariamente durante uma hora, danço muito em casa, moro no 3º andar, subindo todos os dias seis lances de escada, faço todas as atividades domésticas, me desloco sozinha para onde quer que seja, voltei a ser a mulher independente e trabalhadora de antes da ICC, e ninguém acredita quando falo que troquei literalmente de coração. Só preciso esperar até o ano de 2003 para o retorno ao trabalho e aos estudos de Direito. Por enquanto, vou fazendo a minha parte, pois a minha missão agora é tentar conscientizar as pessoas quanto à questão da doação de órgãos e tecidos. Comecei construindo um site na Internet, distribuindo panfletos e fazendo campanha "boca/boca", em qualquer local, enfim, espalhando as rosas que saem de dentro do meu coração novo. Obrigada pela atenção! Um beijo! ASPECTOS ANTES DO TRANSPLANTE 1. FÍSICO: • Qualidade de vida quase zero. Semivegetativa. • Prostração no leito. • Inúmeras internações em UTI’s. • Deslocamento em cadeira de rodas. • Risco de perder a perna esquerda por causa de um trombo. • Coágulo no coração. • Falta de ar. • Cansaço. Não tinha condições nem de escovar os dentes. • Freqüentes crises de edema agudo de pulmão. No período de quatro para cinco anos: 18 a 20 crises. • Arritmia. Fibrilação Atrial. • Dores e desconforto geral. 2. MENTAL: • Falta de perspectiva na vida. • Baixa da auto-estima. • Depressão profunda e ansiedade. • Insônia. • Inquietação. • Medo e fobias. • Completa apatia e desinteresse pela a vida. 3. SEXUAL: • Vida sexual: zero. 4. AFETIVO: • Boa vida afetiva. Família sempre dando amor, carinho, apoio e compreensão em todos os momentos. 5. SOCIAL: • No final não tinha mais vida social. Em decorrência da depressão profunda, fugia de qualquer contato com as outras pessoas. Minha vida se restringia a casa, ao marido, aos filhos e ao neto. Mesmo assim, até sentia-me bem nos hospitais porque estaria mais segura em matéria de pronto atendimento, caso necessitasse. Nas UTI’s, até brincava com os profissionais que cuidavam de mim, além de evitar ficar isolada. 6. ESPIRITUAL: • Em alguns momentos deixei de acreditar em Deus, essa Força Suprema. Mas, somente em alguns momentos. Porém, quando a força vinha para suportar o sofrimento, era imensa. Era nessas horas que eu via “a luz do túnel” e, algo me dizendo que eu ia ganhar um coração novo, como presente de Papai Noel, ainda em 2001. O que realmente ocorreu. 7. PROFISSIONAL: • Meu trabalho ficava mais distante de mim. Trabalhei até abril de 2001, não porque pudesse, mas porque gostasse. Quantas vezes eu parava, procurava oxigênio. Uma vez cheguei a ter uma crise de edema agudo de pulmão quando estava sendo periciada pela a Junta Médica Oficial da repartição, sendo leva às pressas para um hospital próximo. HOJE, APÓS SEIS MESES! Resgatei, em todos os aspectos, tudo de bom que existia antes de adquirir a Insuficiência Cardíaca Congestiva-ICC, vulgarmente denominada: “a doença do coração grande”. 1. FÍSICO: • Independência. • Atividades físicas (caminhada e dança). 2. MENTAL: • Auto-estima elevada. Vontade de estar sempre arrumada, bonita e cheirosa. • Nenhum resquício da depressão anterior. • Planos e projetos para o futuro, inclusive voltar a trabalhar e concluir a faculdade. • Não existe mais medo, pelo o contrário, não tenho mais medo de nada. • Não existe mais insônia. Durmo cedo (após as 10h) e me acordo cedo (5h). • Vontade grande de passear e ver gente. 3. SEXUAL: • Libido sexual excelente. Vida sexual boa dentro dos limites do momento. 4. AFETIVO: • Permanece o mesmo de anteriormente. 5. SOCIAL: • Estou voltando gradativamente à minha vida social. Lazer junto à família, no clube, na igreja, em casa de veraneio, com disciplina e moderação. 6. ESPIRITUAL: • Deus para mim é o Grande Poder. Com certeza. É graças ao milagre Divino, ao milagre da Ciência e da Tecnologia, aliado à boa vontade e a um gesto de amor, de uma família maravilhosa, a do meu doador, que eu permaneço viva neste momento. 7. PROFISSIONAL: • Pretendo retornar ao trabalho. Aposentadoria para mim, como diz o grande Dr. ANTERO COELHO NETO, médico, é a morte. Fortaleza, 22 de maio de 2002. COMO ME MANTENHO SAUDÁVEL APÓS O TRANSPLANTE CARDÍACO (este artigo encontra-se inserido às folhas 28 do Boletim Informativo “ABTO News”, edição de outubro/dezembro/2002, Ano 5, nº 4): a) Procuro sempre tomar a medicação nas horas certas; b) Sigo a dieta balanceada, sem açúcar, com pouco sal e pouca gordura, orientada pela(s) Nutricionista(s); c) Tomo bastante água, no mínimo 2 litros, nos intervalos das refeições; d) Pratico caminhada (recomendada pelo o meu médico), de segunda à sexta, no horário de 5:30 às 6:30 horas, evitando o sedentarismo; e) Tenho boa higiene em tudo; f) Procuro manter o bom humor diante das situações conflitantes, evitando aborrecimentos; g) Tento fugir das pessoas altamente negativas; h) Tenho disciplina no dia-a-dia; i) Procuro ter um lazer moderado e saudável, evitando excessos; j) Durmo cedo e acordo cedo. Não durmo durante o dia. k) Me mantenho sempre ocupada com alguma atividade, por mais modesta que seja; l) Sempre quando posso, abro o som, ponho forró e começo a dançar em casa; m) Procuro estar sempre junto à família; n) Cultivo as verdadeiras amizades; o) Procuro sempre ajudar ao próximo. Às vezes, um simples sorriso pode fazer a diferença; p) Rezo todos os dias, em qualquer lugar. Aos domingos vou a primeira missa (horário que tem menos gente), protegida com máscara; q) Enfim, procuro sempre seguir as orientações da Equipe Multidisciplinar de Transplante, preocupando-me com o meu bem-estar físico, mental, social e espiritual em parceria com os meus valores, crenças, idéias e conceitos. Isso me proporciona uma boa Qualidade de Vida. “O resto é o resto”. SOU MOVIDA A DANÇA. NÃO SEI VIVER SEM ELA. SÓ EM PODER MOVIMENTAR-ME E PELO O MILAGRE DIVINO DE ESTAR VIVA, QUALQUER OBSTÁCULO QUE SURJA NA MINHA VIDA, TORNA-SE DO TAMANHO DE UM GRÃO DE MOSTARDA... |
||
|
AGRADECIMENTOS
| ||
|
Obrigada meu Deus, pelo o milagre!
Obrigada meu doador e família, por ter me feito renascer! Obrigada, Doutores JOÃO DAVID, meu Cardiologista; JUAN MEJIA, meu Cirurgião e meu re (Criador) e demais da Equipe Cirúrgica de Transplante; Doutora VERA, Enfermeira; Doutora Zélia, Enfermeira; Doutora MARILZA, Assistente Social; Doutora MARIA DO ESPÍRITO SANTO, Psicóloga; Doutora DANIELE, Nutricionista; Doutora ÁUREA, Nutricionista e Doutora ELIANE, Dentista, da Equipe Multidisciplinar de Transplante Cardíaco do Hospital de Messejana/SESA/SUS/CE, pela a felicidade que vocês me proporcionaram e que ainda continuam me proporcionando! Obrigada Doutor FLÁVIO ROCHA, cardiologista com especialidade em Hemodinâmica, por ser tão carinhoso e humano com seus pacientes, quando realiza suas biópsias endomiocárdicas! Obrigada ELINA, Secretária da citada Equipe e do Serviço de Insuficiência Cardíaca e Transplante Cardíaco do HM e amiga; Doutora RAISSA, Nutricionista do HM, amiga e ex-colega de trabalho do tempo do extinto INAMPS e depois Ministério da Saúde/CE; FANETE, servidora do HM, prima e amiga; Doutor ASSIS, Cardiologista do HM e atual colega de trabalho; DIDIÊ, Auxiliar de Enfermagem do HM; MANINHA, Auxiliar de Enfermagem do HM; CHIQUINHO, Técnico em Enfermagem do HM; Doutora ANA MARIA e Doutora ROCILDA, Enfermeiras do HM e todos aqueles que direta ou indiretamente cuidaram de mim quando eu estive hospitalizada! Mais uma vez: obrigada, pela a força! Um beijo no coração de cada um! Fortaleza, 22 de maio de 2002. OUTROS AGRADECIMENTOS Obrigada meu filho MARCUS GLAUBER, que me manteve e ainda me mantém sempre perto de si, com aconchego, sem nunca perder a paciência, nem o amor e nem o carinho! Obrigada meu filho EDNEY ALESSANDRO, por ser uma pessoa tão cheia de luz! Era quem me transmitia e ainda transmite a serenidade que uma pessoa necessita para viver bem no mundo de hoje! Obrigada meu netinho, JOSÉ ALEXANDRE, pelo o seu sorriso e inteligência. Lembra-se que por causa de um susto que tive com você (“engasgo” seu), isso me desencadeou uma crise de edema pulmonar? Obrigada por ter passado os últimos dias comigo antes do transplante, brincando e me dando um pouquinho de alegria! Obrigada minha nora LUCIANA, por ter cuidado de mim nos últimos dias antes da última crise de edema agudo de pulmão e do transplante! Obrigada meu pai, por ter me colocado no mundo. Tenho orgulho do senhor. Os dias em que passei na sua casa foram gratificantes. Estava no “fundo do poço”, em depressão profunda, com marido viajando a serviço, os meus filhos com as suas atividades do dia-a-dia, sem poder me dar muita assistência, e o senhor me acolheu! Obrigada minha mãe, por ser a mulher jovem e forte que a senhora sempre é. A senhora é a maior fonte inspiradora da minha vida! Obrigada AGILMÁRIO, por ter vivenciado comigo muito sofrimento e nunca ter esmorecido. Você é um verdadeiro pai e uma verdadeira mãe quando se trata de doença! Obrigada meus irmãos: ROZALBA, RENILDE, ROZILEIDE, ROCICLEIDE, ROCILENE, RONALDO e ROBERTO, pelas as orações, ajuda financeira, ajuda psicológica, amor, carinho, amizade, compreensão, presentes e demais coisas que amenizaram os meus momentos tão sofridos! Obrigada meus colegas de trabalho: EPF REGINA, EPF NELMA, EPF HILDO, APF VIDAL, AADM WILLIAM, AADM LÉO, EPF MAGDA, AADM LUIZA AMÉLIA, Doutor ASSIS, Médico, Doutor ARNÓBIO, Médico, CLARA, Assistente Social, GELMA, Assistente Social e demais servidores da repartição, por terem me amparado quando eu mais precisava! Obrigada amiga HELENA, pelo o corte no cabelo num momento frágil meu! Obrigada Doutor SILVEIRA e Doutora LUIZA DE MARILAC, Advogados e amigos, por terem me levado uma vez para a emergência do São Mateus, com crise de edema agudo de pulmão, no tempo em que eu ainda trabalhava no Ministério da Saúde, no prédio da FUNASA! Obrigada FATINHA SOUSA e MARCUS, do Ministério da Saúde, idem! Obrigada MADALETE, Técnica em Enfermagem, que cuidou de mim durante a minha recuperação, durante mais de dois meses. Pela a higiene, qualidade do serviço prestado, dedicação, postura profissional, inteligência, tolerância e amizade. Obrigada CONCEIÇÃO, Secretária da residência da minha irmã ROZILEIDE (onde permaneci por dois meses de convalescença), pela a amizade e brincadeiras, tornando melhores e menos “doloridos” aqueles momentos tão delicados! Deus abençoe a todos! Fortaleza, 22 de maio de 2002. AUTO-ESTIMA DO TRANSPLANTADO CARDÍACO "A auto-estima tem que ser regada tal qual uma plantinha". 1. O que é a auto-estima? Auto quer dizer de si mesmo, de si próprio. E estima quer dizer afeição, amor, respeito. A definição básica de auto-estima é a estima que tenho por mim mesmo, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito. Significa também dizer que a auto-estima é um ato de amor e de confiança consigo mesmo. 2. Quais os aspectos inter-relacionados da auto-estima? AUTO-ESTIMA: a) Autoconfiança; b) Direito de ser feliz. AUTOCONFIANÇA E DIREITO DE SER FELIZ: a) auto-eficiência: confiança na própria capacidade de pensar e enfrentar problemas; b) auto-respeito: certeza dos próprios valores, de poder amar, ser amado e respeitado. ATENÇÃO: * Não confundir autoconfiança (auto-eficiência) ou amor próprio (auto-respeito) com auto-estima. * Somente a autoconfiança não é auto-estima. * Somente o amor próprio não é auto-estima. * Os dois elementos juntos formam a auto-estima. * Faltando um destes ingredientes, não teremos uma auto-estima verdadeira. Se um deles estiver ausente, a auto-estima estará comprometida. A auto-estima é justamente a soma integrada desses dois aspectos. * Amar a si mesmo sem confiança nos seus atos ou pensamentos não resolve. Neste grupo temos as vítimas, aquelas pessoas que desejam alcançar algum "bem" para si, mas se lamentam por não terem condições de conseguí-lo. * Confiança em seus projetos ou na sua capacidade de conquista sem o amor próprio, também não traz felicidade. Neste último grupo, vemos a maioria das pessoas mergulhadas no estresse social, preocupadas em ter e poder, mas esquecendo de ser. Explicando melhor: Se um indivíduo se sente inadequado para enfrentar os desafios da vida, se não tem uma autoconfiança básica, confiança em suas próprias idéias, reconheceremos nele uma auto-estima deficiente, sejam quais forem suas outras qualidades. Ou então, se falta ao indivíduo um senso básico de respeito por si mesmo, se ele se desvaloriza e não se sente merecedor de amor e respeito por parte dos outros, se acha que não tem direito à felicidade, se tem medo de expor suas idéias, vontades e necessidades, novamente reconheceremos uma auto-estima deficiente, não importa que outros atributos positivos ele venha a exibir. O que pode baixar a auto-estima? 1. Falta de objetivos na vida. 2. Doenças físicas. 3. Depressão e ansiedade. 4. Traumas. 5. Estresse de qualquer gênero. 6. Condicionamentos, dada à educação que tivemos, tipo: "Fulano é frágil porque desde pequeno foi um garoto doente". 7. Problemas ligados a relacionamentos. 8. Problemas financeiros. 9. Falta de coragem para enfrentar desafios e outros. Como melhorar sua auto-estima? • Transforme os lamentos em decisões. Deixe a atitude passiva de lado e assuma para si a responsabilidade de promover mudanças. • Escolha objetivos possíveis, mesmo que você tenha que conquistá-los pouco a pouco. • Analise o que realmente é importante para você. Isto vai ajudá-lo a tomar decisões e mudar atitudes. • Assuma seus defeitos e se aceite do jeito que você é. Não se trata de ser acomodado, pelo o contrário. Tente melhorar o que for possível, mas não exagere buscando a perfeição em tudo. • Encare o fracasso como algo normal. Aproveite-o como uma lição valiosa para encarar os novos desafios, e como prova de sua incapacidade. • Expresse suas opiniões, desejos. Por outro lado, respeite as opiniões das outras pessoas. Respeitar não significa necessariamente que você deva concordar com elas. • Onde quer que vá, faça amigos. • Pequenas atitudes podem significar muito. Um telefonema, uma festa com familiares, arrumação do quarto, coisas simples, às vezes, faz a diferença. • Dê um passo de cada vez. • Não pense que a bebida alcoólica acaba com os problemas e obstáculos da vida. Pelo o contrário, dificulta e chega a virar um círculo vicioso sem fim. Por que precisamos de auto-estima? A auto-estima é uma poderosa necessidade humana, que contribui de maneira essencial para o processo da vida. Tem valor de sobrevivência. A auto-estima oferece resistência, força e capacidade de regeneração para o ser humano. Quando é baixa a auto-estima, fatores negativos têm sobre nós mais poder do que os positivos. A auto-estima fortalece, nos dá energia e motivação na vida. Ela nos inspira a obter resultados e nos permite a sentir prazer e satisfação diante de nossas realizações. Uma auto-estima elevada busca o estímulo para vencer os desafios. Atingir objetivos exigentes alimenta uma boa auto-estima. Vencer desafios nos fortalece. Como um sistema imunológico saudável não é a garantia 100% de que a pessoa não ficará doente, mas torna-a menos vulnerável às doenças e mais bem preparada para combatê-las, a auto-estima saudável, também, não é garantia de que a pessoa nunca sentirá ansiedade e depressão diante das dificuldades da vida, mas torna-a menos suscetível e mais bem equipada para suportá-las, dar a volta por cima e superá-las. As pessoas com auto-estima elevada certamente podem ser derrubadas por um excesso de problemas, porém são rápidas em recuperar-se. A auto-estima do transplantado cardíaco A auto-estima é um estado em que se encontra o indivíduo de bem-estar, satisfação, alegria e paz consigo mesmo. Costumo sempre dizer que o ser humano se sente como se estivesse em "estado de graça", onde nada o abala. Ele se sente belo, ativo, inteligente e apto a resolver seus problemas do dia-a-dia. O transplantado cardíaco não é uma exceção. Após um certo tempo, passado o trauma físico e psico-emocional, ele vai recuperando gradativamente tudo aquilo que havia perdido, principalmente a sua capacidade de independência e de ver perspectivas de uma vida melhor, com mais qualidade. Agora, tem que lutar por isto. Aquele ou aquela que não tiver resgatado, pelo o menos um pouco desta capacidade, necessitará demais de apoio profissional, acreditando que, com o passar do tempo, tudo voltará à normalidade, pois o pior já passou. Um beijo no coração de cada um! Observação: Este trabalho foi elaborado através de pesquisas feitas na Internet (vários sites sobre o assunto) somado às experiências de vida desta transplantada. * "EPITÁFIO" (música dos Titãs) "Nunca é tarde para ser feliz" Devia ter amado mais Ter chorado mais Ter visto o sol nascer... Devia ter me arriscado mais E até errado mais Ter feito o que eu queria fazer Queria ter aceitado As pessoas como elas são Cada um sabe a alegria E a dor que traz no coração O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído O acaso vai me proteger Enquanto eu andar Devia ter complicado menos E trabalhado menos Ter visto o sol se pôr Devia ter me importado menos Com problemas pequenos Ter morrido de amor Queria ter aceitado a vida Como ela é A cada um cabe alegrias E a tristeza que vier Minha mensagem sobre a letra da música acima: É viver intensa e apaixonadamente o momento, sem ansiedades ou preocupações excessivas com o dia de amanhã. Os problemas existem, no entanto, podemos mudar a forma de encará-los, procurando usar a calma, a descomplicação e a força de vontade. Aceitar as pessoas, porque cada uma é também um ser humano passível de erros. Ninguém é perfeito, ninguém é totalmente seguro de si, ninguém é auto-suficiente por completo. Levar a vida com muito humor e trabalho moderado, alternando com lazer, procurando estar mais pertinho da natureza, porque fazemos parte dela. E, finalmente, aceitar-se. E NÃO FICAR PARADO, ESPERANDO QUE ACONTEÇA... A CORRIDA DOS SAPINHOS Prestem atenção à história abaixo: Era uma vez... uma corrida de sapinhos. Eles tinham de alcançar o topo de uma montanha. Foi dada a largada! Os sapinhos, saltitando, iam subindo a montanha. Alguns chegaram no meio do caminho e perderam o fôlego; outros, rolaram ribanceira abaixo; outros ainda quase chegaram, mas acabaram desistindo, pois acreditavam estar muito cansados para chegar ao topo (objetivo); outros ainda desfaleceram no meio do caminho. Ah! Mas um sapinho conseguiu. E todos ficaram espantados com a vitória daquele que não havia se destacado entre os melhores. Na realidade não davam muito incentivos a ele. - Por que logo ele conseguiu? - O que ele tinha de especial? Perguntavam-se os outros... Então descobriram que este sapinho de sucesso era surdo. - Como poderia? - O que isto tem a ver? Moral da história: O sapinho não pôde ouvir o que os outros, a sua volta, lhe diziam. Ele não pôde ouvir a inveja, a mau criação, o descaso. Ele não ouviu a falsidade nas palavras, nas frases dos outros sapinhos que, além de não conseguirem ter sucesso, viviam apenas para ofuscar o sucesso dos outros sapinhos. Quando aprendemos a distinguir o bem do mal, quando aprendemos a não nos misturar com pessoas sem escrúpulos, quando não nos deixamos influenciar pela falsidade, pela hipocrisia, pela falta de caráter de algumas pessoas que estão ao nosso redor, então podemos dizer que estamos no caminho certo, de nos tornarmos realmente vencedores. Faça isso na sua vida. Relacione-se mais com você mesmo e quanto as pessoas que estão a sua volta, preste mais atenção! Quem está a sua volta? Relacione-se usando mais a sinceridade e dignidade, a inteligência e a sabedoria. Elimine as atitudes falsas, mesquinhas e interesseiras...pode parecer difícil no começo, mas você verá que valerá a pena enfrentar os obstáculos. * Extraída da Internet. DICAS PARA BEM VIVER ELABORADAS POR ESTA TRANSPLANTADA CARDÍACA (pelo o menos tente): 1. Diga de vez em quando: "Eu te amo!" aos os seus entes queridos. 2. Sorria sempre. O sorriso é uma terapia. Dê gargalhadas se tiver vontade ou se o local for conveniente. Não sinta vergonha. 3. Fuja das pessoas negativas. 4. Ajude ao próximo na medida do possível. Até uma palavra de conforto ou uma boa conversa é uma ajuda. 5. Dê flores em vida a quem você ama. Não deixe para depois... 6. Evite expressões negativas, tais como: "tenho medo", "estou doente", "sinto que vai acontecer algo de ruim" e outras palavras. 7. Faça de sua vida uma eterna festa, por mais difícil que isso seja. Lembre-se: pior seria. 8. A pessoa mais importante da sua vida é você. Portanto, cuide de você com amor e carinho. 9. Não siga os conselhos de "comadres". Principalmente aqueles referentes à saúde. Procure um profissional. 10. Procure tolerar as pessoas. Conviver em sociedade é difícil para todos. 11. Apaixone-se. Por uma pessoa, uma coisa, uma causa, mas apaixone-se. Paixão é vida. 12. Fuja da rotina. Procure variar as coisas do dia-a-dia. 13. Seja criativo. O inteligente é aquele que nos momentos de crise, com criatividade consegue superá-la usando os poucos recursos que tem. 14. Quando estiver triste porque está com problemas financeiros, encontrando-se saudável, tente de alguma forma solucioná-los. Deus colocou um cérebro em cada cabeça foi para funcionar, faça a sua parte, o Pai fará a dele. 15. Caminhe. Caminhe. E caminhe. 16. Seja amável com todas as pessoas, independente do seu nível sócio-econômico, de instrução, da raça, credo, cultura e outros. 17. O ser humano é vaidoso. Elogios sinceros são sempre bem recebidos. 18. Ouça. Hoje em dia, ninguém quer ouvir mais ninguém, em face da pressa. 19. Quando esquecer o nome de alguém que já lhe foi apresentado, não dê a mancada de dizer que esqueceu, apenas trate-a por "amor", "querido", "meu bem". A pessoa fica feliz e você também. 20. Evite brigas. O silêncio, a indiferença é pior e, ainda por cima, não lhe desgasta. 21. Faça sempre o melhor para o (a) seu (sua) amado (a). O retorno virá. 22. Quando encontrar alguém de temperamento difícil, trate-o com carinho. As pessoas intratáveis são as mais sensíveis às manifestações de amor. 23. Não esqueça os momentos de lazer com a família, os amigos. Só trabalhar é estressante e faz mal à saúde física e mental. 24. Procure estar mais em contato com a natureza. Nós fazemos parte dela. Olhe para a lua, o amanhecer, sinta o cheiro da chuva, olhe as árvores em redor... 25. Quando estiver nervoso, rápido pare, feche os olhos para não fazer besteiras e arrepender-se depois, conte até três, pense em Deus, no sorriso puro de uma criança. Faça alguma coisa, menos agir com o estado de espírito do momento. 26. Abrace ou beije gentilmente as pessoas. O contato físico é bom para a saúde mental. 27. Quando estiver "prá baixo", ouça música, dance, tome um bom banho, fique bem bonito, passe perfume, tente sorrir, vá passear... Faça algo. Isto espanta a energia negativa. 28. Procure fazer aquilo que você gosta e não aquilo que os outros gostam. Com exceção de uma coisa que você faça por prazer para a pessoa amada. 29. Não tenha medo de nada. Tire esta palavra do seu dicionário. Apenas seja cauteloso. 30. Evite passar muito tempo em frente do seu televisor. Se não tem coisas mais úteis a fazer, procure ler, escrever, ou coisas simples. Não fique parado. 31. Evite dormir de dia. 32. Quando surgir uma oportunidade, agarre-a pelos cabelos. Essa oportunidade não volta. 33. Cuide do seu lar e da sua família. É aqui o seu porto-seguro. 34. Cuide de sua alimentação. A sua saúde e beleza dependem muito disso. 35. E, finalmente não esqueça de ser feliz. Eu amo você! PARA GUARDAR • Os potenciais doadores de coração, rim e fígado são pacientes em morte encefálica. Com as córneas a situação é outra. Elas podem ser retiradas até seis horas após a morte, sem necessidade de o paciente ter diagnosticado de morte encefálica. • O que é morte encefálica? É a morte do cérebro, que determina a interrupção da irrigação sangüínea ao cérebro. Embora haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por muito tempo. A morte encefálica caracteriza a morte do indivíduo. • O diagnóstico de morte encefálica é dado por médicos neurologistas não integrantes da equipe de transplante. • Como se inicia a doação de órgãos? Por determinação da Lei dos Transplantes, quando um médico faz o diagnóstico de morte encefálica deve comunicar à Central de Transplantes. Nessa hora, uma equipe da Central vai até o hospital fazer a abordagem da família do potencial doador. • A retirada dos órgãos só é feita após a família assinar o Termo de Doação. • Quem recebe os órgãos doados? Existe uma lista única de receptores de órgãos coordenada pelas centrais estaduais de transplantes que fazem a captação e a distribuição dos órgãos. É testada a compatibilidade de tecido, peso e tamanho de quem está doando, condições de saúde do receptor, sua posição na lista (obedece à ordem cronológica de inscrição), além de critérios como gravidade. As crianças têm preferência. • Como fica o corpo depois da retirada dos órgãos? Após a retirada, o corpo é recuperado e fica com a mesma aparência de antes. FONTE: Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Serviço: A Central de Transplantes de Órgãos do Ceará atende pelos telefones (85) 488-2172 ou (85) 488-2148. APELO Neste ano a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos-ABTO em parceria com o Conselho Federal de Medicina, acabam de lançar a IV Campanha Nacional de Órgãos e Tecidos, desta vez dirigida especialmente aos médicos de todo o país, tentando assim, aumentar o número de notificações e, conseqüentemente, obter uma maior captação uma maior captação às Centrais de Transplante. Pela informação que tivemos, duzentos e setenta mil médicos deste país, deverão ter recebido ou ainda irão receber via CFM, uma farta orientação de como proceder com um potencial doador. Vejam bem, a subnotificação e a negativa familiar são ainda dois entraves no que toca a transplante de órgãos, a primeira, muitas vezes, em face do despreparo e/ou falta de autonomia para decidir de certos profissionais, e, a segunda, da desinformação das pessoas. Porém, algumas vezes, é a própria burocracia ou falta de estrutura física ou técnica-operacional dos hospitais que emperra os procedimentos, onde os médicos e outros profissionais que lidam na área, não têm parcela de culpa. Agora, seres humanos estão morrendo na “fila de espera!". A falência de um órgão pode acontecer com qualquer um de nós. Então, cabe a cada um de nós fazer a nossa parte! Devemos ver a coisa com mais seriedade e termos mais boa vontade em divulgar, tentar sanar certas dificuldades, oferecermos um pouco da nossa contribuição nesse sentido, a fim de tentarmos amenizar a vida daqueles que sofrem à espera por um órgão, sem perspectiva de conseguí-lo. Com isso, esperamos que não somente os senhores médicos, mas a sociedade em geral da área da saúde e leigos dê um maior impulso a essa questão! O tema em foco desperta um certo deslumbramento aliado a uma certa perturbação nas pessoas por tratar-se de vida e de morte, assuntos, na maioria das vezes, polêmicos e não bem aceitos na nossa cultura ocidental. Como relata o grande médico, Dr. Henry de Holanda Campos, Nefrologista, Professor titular de Clínica Médica da UFC, Professor Associado da Universidade de Paris, Diretor da Faculdade de Medicina da UFC e Conselheiro da ABTO: “O transplante pode suscitar reações contraditórias, como fascínio e inquietação. O seu fascínio de corre da perspectiva de vida que ele proporciona as pessoas ameaçadas pela falência de um órgão ou tecido, da mobilização de uma grande cadeia de solidariedade que se forma com o apoio de tecnologias inovadoras. A inquietação ocorre porque a transferência de elementos (órgão ou tecido), com maior freqüência obtidos de um indivíduo morto, proporciona o confronto com a imagem da nossa própria morte. Torna-se imprescindível, entretanto, que a inquietação não ultrapasse o fascínio, situação que poderia corresponder a uma sentença de morte para milhares de pacientes que aguardam por um transplante. Para impedir essa situação, existe só um remédio, fazer crescer a confiança, e uma única prescrição, a informação objetiva, único instrumento capaz de favorecer o processo de análise racional e ao desenvolvimento de uma rede de afeto e solidariedade que podem conduzir a uma tomada de posição favorável á doação de órgãos...” Sinto-me na obrigação, primeiro, como ser humano e parte dessa sociedade, segundo, como transplantada e sócia-correspondente da ABTO, entidade de alta credibilidade no Brasil e no mundo, pela transparência de suas atividades, de tornar-me mais um agente multiplicador dessa linda causa! Como ser humano e transplantada porque “senti na pele” o sofrimento de esperar por um transplante. A sensação que você tem é de fragilidade, impotência e morte iminente... As situações que vivenciei jamais desejarei para o “meu pior inimigo”. O cansaço e a falta de ar constante me davam proporcionavam um verdadeiro turbilhão de sentimentos contraditórios, onde tem hora que você deseja a vida, porém, tem hora que você deseja a morte. É difícil explicar. Só “sabe quem sente!" Incrível que hoje costumo dizer que “Deus passou uma esponja no meu cérebro” e consegui esquecer muita coisa... E tudo isso, graças à boa vontade de uma família generosa e abençoada, dos médicos que cuidaram do meu caso, enfim, de todos aqueles que se envolveram direta ou indiretamente para que eu “renascer-se”. Apenas duas palavras: BOA VONTADE. É disso que as ações, atitudes, projetos, campanhas, e outras atividades sociais, notadamente aquelas direcionadas à saúde, necessitam aqui no Brasil. Obrigada. Fortaleza, 18 de outubro de 2002 (matéria elaborada e defendida por mim, especialmente para o Dia do Médico, no Hospital de Messejana). A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO PARA O TRANSPLANTADO E O PRECONCEITO. Todos nós sabemos que está sendo muito difícil encontrar trabalho/emprego hoje em dia. Imagine para quem é transplantado. E, a coisa piora ainda mais se esse transplantado não tiver o nível de instrução e/ou qualificação suficiente para tal ou se já possuir uma "certa idade", acima dos quarenta ou cinqüenta anos. É preocupante, principalmente porque, além de todas essas dificuldades, o transplantado enfrenta ainda um outro problema: do preconceito da suposta fragilidade, da doença (como se possuir órgão de outro fosse doença!), dos inúmeros exames, das idas ao hospital, da iminência de morte (fantasma da rejeição) e outros mitos. Isso é o que pensa a maioria, impulsionada pela a ignorância. Essa ignorância eu vejo até proveniente de pessoas tidas como esclarecidas, cultas ou de educação acadêmica. Não sabem elas, que todos esses problemas são coisas do passado do transplantado. Não quer dizer necessariamente que alguma coisa disso não exista, porém diferente em número e grau. Fazer exames, todo mundo faz; ir ao hospital ou ao consultório, apenas para controle da nossa saúde, como qualquer um, quem não passa por isso? Até uma criança ou os próprios profissionais da saúde, que cuidam de nós, passam. Pelo o contrário, essa suposta fragilidade não existe mais. Nos tornamos fortes, após o transplante, para quem passou por uma experiência de grande porte, como é esse tipo de procedimento médico. Somente devemos ter é o cuidado de nos mantermos saudáveis: tomando a medicação nas horas certas, com dieta balanceada (com pouco sal, pouco óleo e sem açúcar) e atividade física, evitando o estresse demasiado, a fim de podermos "sobreviver", como qualquer ser humano, neste mundo tão cheio de adversidades. Apesar das nossas restrições/limitações, podemos ter uma qualidade de vida até mesmo superior à qualidade de vida de muitos que não se cuidam e se dizem “saudáveis”, que correm o risco de contraírem doenças cardiovasculares, ligadas, muitas vezes, à má alimentação ou ao sedentarismo. Esses cuidados nos tornam capazes e aptos, física e mentalmente, a contribuir com o nosso trabalho, porque não somos "inválidos" e nem doentes; a darmos a nossa parcela de colaboração à sociedade, enfim, ocuparmos o nosso "status", porque somos também cidadãos e pessoas normais. Nos sentindo úteis, isso fará com que aumente a nossa auto-estima, e, conseqüentemente, só trará reflexos à nossa saúde psicológica/emocional, e, como um todo, também à nossa saúde física. Quanto ao nível de instrução e/ou qualificação ou idade, são fatores sociais a serem solucionados com a tentativa de ajuda por parte da própria família, motivando o transplantado a estudar, concluindo um curso profissionalizante; do Serviço Social da equipe multidisciplinar que cuida do transplantado, onde poderá dar a sua parcela de cooperação ou o próprio transplantado ir em busca daquilo que ele quer e necessita. Somente não pode é ficar parado, esperando que as coisas aconteçam. Se ele vai em busca, alguma coisa ele irá conseguir, nem que seja em médio ou em longo prazo. Finalmente, todos serão felizes: transplantados e transplantadores. Abaixo a cultura do preconceito. Obrigada. Um beijo no seu coração. MINHA MENSAGEM Necessito deixar registrado que, após passarmos por uma situação desse porte, passamos a reavaliar nossos valores, crenças, conceitos e princípios, em torno de tudo na vida. Tudo muda. Aquilo que não tem importância passa a ter o seu valor. As coisas que sempre colocamos em segundo plano, as pequeninas coisas, tornam-se imensas aos nossos olhos. Tornamo-nos mais humildes, simples, tolerantes, espiritualizados, perceptivos, corajosos, éticos e menos egocêntricos! Obrigada.Um beijo no seu coração! PROCURE O ARCO-IRIS Procure o arco-íris quando as coisas não vão bem e recorde-se da beleza que você viu no céu. Espelhe-se nessa beleza que ele oferece e pense, como você sempre faz, na alegria e na esperança que estão lhe aguardando, pois o arco-íris é um lembrete que nós vemos, do amor eterno de Deus por nós. Autor: Emily Matthews. MEUS PASSATEMPOS PREDILETOS Gosto bastante de escrever artigos, ler, fazer pesquisas na Internet, enviar mensagens via e-mail, dançar forró, apesar de ter gosto eclético em tudo (principalmente em matéria de música), aprecio também a música clássica, “curto” passear, seresta, ver gente jovem e bonita, ir à praia, ver o mar, estar em contato com a natureza, sertão, vaquejada, viajar por terra, conversar com meus amigos, contato com pessoas divertidas, ficar com meus filhos e meu netinho, e ajudar as pessoas sofridas e necessitadas. Um beijo! | ||
| ||
| Desde maio/2002 até agora, pessoas já visitaram este site. | ||
|
Livro de visitas Assine meu livro de visitas - Leia meu livro de visitas | ||